Quarta-feira, 21 Agosto 2019

Poesia

A Junta de Freguesia de Alturas do Barroso lança um desafio a todos os interessados em difundir publicamente os seus textos de poesia na nossa página web. Este é um espaço de âmbito cultural onde as pessoas podem publicar a sua poesia. Com a iniciativa pretende-se fomentar e consolidar hábitos de escrita e de leitura, promover a criatividade e a imaginação, bem como tornar o website mais interactivo.

Faça-nos chegar os seus textos através dos nossos contatos.

O Ciúme e a Solidão

 

O ciúme e a morte,

Cá na minha opinião,

São os dois culpados

De haver muita solidão.

 

Há muita gente a sofrer

E vive na solidão;

A morte lhe roubou alguém

Que amava do Coração.

 

O ciúme também é culpado

De haver muitas separações,

Em alguns casos será verdade

Noutros não há razões.

Vamos todos reflectir

E prestar muita atenção

Para evitar o mais possível

De se viver na solidão.

 

O ciúme é uma arma

Que muitos pode matar,

Por mais cuidado que haja

De momento pode disparar.

 

Para evitar tido isto

Vamos ter muitos cuidados,

O ciúme é a causa

De muitos lares separados.

Autoria de Jaime Afonso

Os Nossos Emigrantes

 

Muitos dos que emigraram

Procurando melhor sorte

Alguns ficaram deficientes

Outros encontraram a morte

 

Se o destino é quem manda

Eu acredito também,

Logo que todos caímos

Aos pés da nossa mãe.

 

Lá nos países estrangeiros

Trabalhando com algum gosto

Pensando todos os dias

No seu preferido mês de Agosto.

Muitos ainda no activo

Outros já na pré-reforma

Alguns à espera dos 60

Ansiosos por vir embora.

 

Deveis todos pedir a deus

Eu próprio também lhe peço

Para os emigrantes terem saúde

E também um bom regresso.

 

Para no próximo mês de Agosto

Possam todos regressar

Chegando de boa saúde

Para suas férias gozar.

Autoria de Jaime Afonso

O Dia Mundial da Saúde

 

Há três coisas neste mundo

Que se deveriam procurar

Amor, depois dinheiro

E a saúde em primeiro lugar.

 

Vamos todos fazer o possível

Para os três bens obter

Estimando a nossa saúde

Para diminuir o nosso sofre.

 

Os que têm muito dinheiro

Pensam que não vão morrer

Por vezes estragam a saúde

E não sabem o que vão perder.

Peço a todos que têm saúde

Os maus vícios não experimentar

Por vezes culpados

Da nossa saúde estragar.

 

Se todos tivermos saúde

A nossa vida vai melhorar

O amor vai aparecendo

E o dinheiro vai-se ganhar.

 

Vamos estimar a nossa saúde

Para podermos seguir em frente

Pois não há vício que possa

Com o homem inteligente.

Autoria de Jaime Afonso

Isto é verdade?

 

Como vai o meu País

Já ninguém sabe dizer,

É a guerra dos políticos

E o povo vive a sofrer.

 

Abrem o telejornal

Mas sempre sem alegria,

Não têm mais em que falar

É só na pedofilia.

 

Quando mais mexem na merda

Mais a merda cheira mal,

Assim vão mostrando ao mundo

A merda que temos em Portugal.

As nossas televisões

Só procuram audiências,

E assim vão ensinando

O crime às nossas crianças.

 

Com verdades e mentiras

O povo vai aprendendo,

E pobres dos inocentes

Que a factura vão pagando.

Autoria de Jaime Afonso

A SOLIDÃO

 

Temos no país muitos idosos

Que vivem na solidão

À espera da sopa quente

Que ao meio-dia lhes dão

 

Alguns dizem que é bem feita

Até lhes sabe muito bem

Não a podem comer toda

Que à noite já não a têm

 

Aos Feriados e aos Domingos

Lá vivem na solidão

Já não têm a sopa quente

Bebem água e comem pão

 

Quando a neve impede

Do padeiro vir à aldeia

Bebem água ao meio-dia

E comem bolachas à ceia

 

Apelo aos responsáveis

Que prestem mais atenção

Muitos deles conhecem bem

A terrível situação

Muitos desses idosos

Gostavam de ir para um lar

Mas com os euros que lhes dão

Não chegam para cá entrar

 

É neste país que vivemos

Que temos destas situações

Uns bebem água e comem pão

Outros ganham milhões

 

Quando alguém vem dizer

Que está tudo a correr bem

Os que sofrem deviam dizer

Oh grande filho da mãe

 

Há quem me chame revolucionário

Tenho gosto em o ser

Nunca me vou calar

Enquanto puder escrever.

Autoria de Jaime Afonso

Vamos evitar os fogos

 

Com o calor que se prevê

Vamos ter muito cuidado

Para evitar que se veja

Tanto terreno queimado.

 

Que mal fazem as árvores

Que levam tempo a desenvolver?

- Que prazer tens, malfeitor,

De veres tudo a arder?

 

Gostava de ser Juiz

Para te poder julgar

Prendia-te  a uma árvore

Antes do fogo chegar

Mesmo que alguém te peça

Até que te ofereça dinheiro

Antes de riscar o fósforo

Pensa três vezes primeiro

 

Se eu te vir pegar fogo

Podes até ser amigo

Farei tudo o que puder

P'ra te darem o castigo

 

As árvores fazem falta

E têm grande virtude

Quando há muitas no monte

Até temos mais saúde.

Autoria de Jaime Afonso

O Tempo Voltou Para Trás?

 

Faz tempo que eu escrevi

Falando da Escuridão

Em casa a luz da candeia

Na rua o velho lampião;

 

O tempo voltou para trás

Como pediu António Mourão!

Em casa ainda temos luz

Na rua é uma escuridão!

 

Devemos dar apoio

A quem disse na televisão

Que isto só vai mudar

Quando houver nova revolução?!

 

Aqueles que estão contentes

Com o que está acontecer

Gostam de andar às escuras

Para mais assaltos fazer!

Tornam culpas à crise

Para se pouparem uns tostões

E os milhares de euros que se gastam

Por vezes sem haver razões!

 

É ver os carros de luxo

Que dizem ser do estado

Pagando ao motorista

Para alguém ir confortado!

 

Para estes não há crise

E eles têm sempre razão

Até não lhe faz diferença

Se lhe congelarem a pensão!

Autoria de Jaime Afonso

Uma chamada de atenção

 

Quando vou à nossa vila

Algo me chama a atenção

Entre Lavradas e Carvalhelhos

Tanta lenha seca no chão

 

Perto dessas aldeias

Temos uma linda floresta

Levaram o bom dos pinheiros

Deixaram o que não presta

 

Peço aos responsáveis

Que passem pelo local

Antes que essa lenha seca

À linda floresta faça mal

Já faz tempo que eu disse

Ao comandante dos bombeiros

Que levassem

O que não presta

Quando levam o bom dos pinheiros

 

Digam de vossa justiça

Se eu não tenho razão

Será preciso em poesia

Chamar alguém à atenção?

Autoria de Jaime Afonso

A ingratidão

 

Nos meus tempos de criança

Meu pai falava de ingratidão

Hoje que sou adulto e compreendo

Acabo por lhe dar toda a razão.

 

Alguns pais muito sofreram

Para verem os seus filhos formados

Hoje continuam sofrendo

Pelos mesmos se verem desprezados.

 

Ainda há muitos filhos

Que a ler nunca aprenderam

E foram forçados a emigrar

Mas dos seus pais nunca se esqueceram.

 

Ao se ver tão grande ingratidão

Quem pode ficar calado?

Qual dos dois cumpre o seu dever

O analfabeto ou aquele que é formado?

Faço aqui um apelo

Àquele filho que é formado

Por muita razão que tenhas

Nunca ponhas os teus pais de lado.

 

Mesmo que sejam velhinhos

Ou percam o uso da razão

Faz-lhes o bem que puderes

Não lhes pagues com ingratidão

 

Muito mais tinha a dizer

Pois tenho muitas na ideia

Ao ver tanta ingratidão

Neste mundo que nos rodeia.

 

Já houve alquem que pensou

Com ingratidão nos pagar

O desprezo é a melhor prenda

Que a esse alguém se pode dar.

Autoria de Jaime Afonso

Recordar o Passado

 

Já passaram 70 anos

Quando eu andava na escola

Éramos 40 alunos ou mais

E poucos levavam sacola

 

Ao acabarem as aulas

Por volta do meio-dia

Íamos a correr para casa

Comer a sopa do outro dia

 

Alguns andavam descalços

De calças rotas com os tomatinhos de fora

E não se falava em crise

Como se fala agora

Os culpados da mesma crise

Se tivessem passado tão maus bocados

Dividiam o que lhes sobra

Pelo idosos maltratados

 

Os idosos e as crianças

Deviam ser mais informados

Para quando há refeições

Não serem tão enganados.

Autoria de Jaime Afonso

Para Recordar

 

Lembrei-me de, nesta altura,

Mais uns poemas fazer,

Recordando 60 anos atrás,

Pois recordar é viver.

 

Tomei esta atitude,

Penso não fazer mal,

Lembrando esta época,

Por serem as festas do natal.

 

Quando tinha 9 anos

E fazia algumas asneiras,

A minha mãe dizia,

Amanhã não vais à feira.

 

Logo lhe pedia perdão

E um beijo lhe ia dar.

Ela mandava-me ao vizinho

Para o burro me emprestar.

 

Se o vizinho não quisesse,

Logo se ia desculpar,

O burro não tem licença

E a multa ides pagar.

 

Quando chegava a casa,

Dizia à minha mãe

O que me tinha dito o Ti José

O burro não tem licença, eu vou a pé.

 

Ao ouvir o que eu dizia,

Ela tinha a preocupação,

Cortava uma chouriça

E um grande pedaço de pão.

 

Logo no dia seguinte,

Algumas vezes havia luar,

E quando não havia,

Íamos mesmo a tropeçar.

 

Eram dias horas

Que tínhamos de andar

Fazíamos 18 km

Para à Vila chegar.

 

No meu tempo de criança

Recordo e vou dizer,

Só se chama o médico

Quando alguém estava a morrer.

 

Na semana

Eu vou continuar …

Quando alguém ficava doente

o que se fazia para o médico cá chegar!

 

Não havia estradas

Nem tão pouco telefone,

Esse tempo não esquece

Aqueles que passavam fome.

Também não tínhamos luz

Era uma escuridão

Em casa à luz da candeia

Na rua o velho lampião.

 

Não havia café na aldeia

Nem em casa televisão,

Sentadinhos à lareira

Íamos fazendo serão.

 

Íamos cedo para a cama

Para aquecer os pés

No fim de nove meses

Iam nascendo bebés.

 

Os anos foram passando

Embora tudo diferente,

Hoje parece tudo melhor

Mas com muito menos gente.

 

Para recordar tudo que sei,

Muito tinha que dizer,

Era preciso um ano

Diariamente a escrever.

 

Quando tenho tempo livre

Gosto muito de escrever,

Para recordar o passado

Pois recordar é viver

 

No passado não havia droga

Nem pílula, nem viagra,

Mesmo depois do casamento,

No divórcio não se falava.

 

Tudo isto que eu falei

Muita gente não sabia,

Havia muita mais saúde

E também mais alegria.

 

O pão que se comia

Por vezes era de broa dura

Mas havia mais alegria com a fome

Do que hoje com a fartura.

 

Quando chegavam as cegadas,

Pouca gente se via na rua,

Hoje é muito diferente,

Cada um lá faz a sua.

 

Quando regressavam à noite,

Juntos à porta do portão,

Dançavam ao toque do realejo

Outras vezes tocava o acordeão.

 

Chegava a hora da ceia

Eram chamados a comer,

Iam acabar com a cabra velha

E mais uma pinga beber.

Autoria de Jaime Afonso

Um Desabafo

 

Quando vamos à nossa Vila

Não é só de agora, já era dantes,

Deixamos o dinheiro no supermercados

E vamos comer aos restaurantes.

 

Se há uma festa na aldeia

E os da Vila nos vêm visitar

Não deixam cá dinheiro

Mas querem cá almoçar.

 

Ao ouvir estes poemas

Os da vila não vão gostar

Mas há muito que já sabeis

Que o Jaime gosta de desabafar.

Quando visitares as Alturas

Já cá podeis almoçar

Temos cá um com restaurante

Para alguns euros podereis gastar.

 

Tudo quanto acabei de dizer

Já era do tempo da minha mãe

Que os da Vila iam dizer

Nas Alturas come-se bem.

 

Penso que tudo quanto disse

Não foi nenhuma asneira

É apenas um desabafo

Não passa de uma brincadeira.

Autoria de Jaime Afonso

Uma Boa Nova

 

Vou pedir a toda a gente

Que faça menos pecados

Pois já cá chegou a moda

De sem padre serem enterrados.

 

Para alguns estarem tristes

Outros contentes devem estar

São mais uma dezena de Euros

Que na carteira vão ficar

 

Começou em Dornelas

Ás Alturas está a chegar

O culpado de tudo isto

Muito contente não pode estar.

Se o mesmo está contente

Também se deve sentir feliz

Pois será ele o culpado

De acabar a religião em todo o país.

 

Não sei de quem é a culpa

Não vou rasgar esse Véu

Apenas me compete perguntar

Sem padre também se pode ir pr'o céu?

Autoria de Jaime Afonso

Recordar o Passado

 

Ao chegar o mês de Agosto

Eu falo com muitos emigrantes

Alguns me dizem que vão e voltam

E encontram tudo como dantes

 

E se houver algum que lembra

O que faz falta na Aldeia

Dizem que muitas festas fazem falta

Para poupar o almoço e as vezes a ceia

Se houver fogo na aldeia

Como se pode apagar?

As bocas de incêndio que temos

Nunca chegam a funcionar

 

Dava gosto antigamente

Do nosso forno comer o pão

Já há anos se vem falando

Na sua reconstrução

Autoria de Jaime Afonso

O telemóvel

 

O Telemóvel é um bem

O álcool tem o seu valor

Os dois são o maior inimigo

Mesmo do melhor condutor.

 

Quando fores conduzir

E receberes uma chamada

Liga os piscas-piscas

E pára na berma da estrada.

Quando não puderes parar,

Por exemplo da auto-estrada,

Lembra-te que o telemóvel

Tem um gravador de chamadas.

 

Quando fores a conduzir

Tira o telemóvel do ouvido

O perigo, e por vezes a morte,

Estão sempre à espreita

Daquele mais distraído.

Autoria de Jaime Afonso

O Destino

 

O destino de todos nós

Há quem diga e eu também

Nasce quando nos caímos

Aos pés da nossa mãe.

 

Para alguns o destino

É doce como o mel

Para outros o mesmo

É amargo como o fel.v

 

Há quem diga que o destino

É para todos igual

Para tantos é tão bom

E a outros faz tanto mal.

Por vezes muitos de nós

Também escolhemos o destino

Procedemos já adultos

Como se fossemos um menino.

 

Há quem sofra toda a vida

Será que o destino assim quer?

Alguns sofrem por ser solteiros

Outros sofrem por terem mulher.

 

Deste modo já não se sabe

Como se há-de viver

Para alguns serem felizes

Outros preferem morrer.

Autoria de Jaime Afonso

No regresso às Aulas

 

É hoje o primeiro dia

de voltares à escola

Vê se levas todos os livros

dentro da tua sacola.

 

Mais um ano de estudo

que deves aproveitar

para no fim do ano

melhores notas poderes tirar.

 

Se tu fores estudioso

e um curso conseguires tirar,

será a melhor herança

que os teus pais te podem deixar.

Infelizmente há muitos pais

que não têm possibilidade

o Estado pode-te ajudar

se tiveres força de vontade.

 

Não deves dar ouvidor

ao que está a passar,

lá diz o velho ditado

O Saber não ocupa lugar.

 

Mesmo que ouças dizer

que não há colocação,

deves manter a esperança

que melhores dias virão.

Autoria de Jaime Afonso

O Passado e o Presente

 

Quem se recorda como eu

Já alguns anos passados

Quando íamos á nossa Vila

Vínhamos de lá muito chateados

 

No Presente tudo mudou

Está tudo muito diferente

Somos muito bem atendidos

E por muito boa gente

 

Começando pelos Correios

Pela Câmara se vai passar

Chegando ao registo Civil

Temos lá gente espectacular

 

Até mesmo nas Finanças

Está tudo muito diferente

Somos muito bem atendidos

O que não acontecia antigamente

 

Se estiver mal disposto

Tomem a minha atitude

Vão imediatamente

Ao Cento de Saúde

Temos lá óptimos Enfermeiros

Que nos merecem consideração

Também somos bem informados

Pelas senhoras do Balcão

 

Tinha mais para elogiar

Mas por falta de espaço

Para os que elogiei

Eu lhe envio o meu abraço

 

Isto não é puxa saco

Como dia o Brasileiro

No passado os mais ricos

Eram atendidos primeiros

 

Hoje tudo isso acabou

Que não volte outra vez

Somos todos atendidos

Autoria de Jaime Afonso

A solidão

 

Temos no país muitos idosos

Que vivem na solidão

À espera da sopa quente

Que ao meio-dia lhe dão

 

Alguns dizem que é bem feita

Até lhe sabe muito bem

Não a podem comer toda

Que à noite já a não têm

 

Aos Feriados e aos Domingos

Lá vivem na solidão

Já não têm a sopa quente

Bebem água e comem pão

 

Quando a neve impede

Do padeiro vir à aldeia

Bebem água ao meio-dia

E comem bolachas à ceia

 

Apelo aos responsáveis

Que prestem mais atenção

Muitos deles conhecem bem

A terrível situação

Muitos desses idosos

Gostavam de ir para um lar

Mas com os euros que lhes dão

Não chegam para cá entrar

 

É neste país que vivemos

Que temos destas situações

Uns bebem água e comem pão

Outros ganham aos milhões

 

Quando alguém vem dizer

Que está tudo a correr bem

Os que sofrem deviam dizer

Oh grande filho da mãe

 

Há quem me chame revolucionário

Tenho gosto em o ser

Nunca me vou calar

Enquanto puder escrever.

Autoria de Jaime Afonso

O país que temos

 

Faz tempo que escrevi

Falando de ingratidão

Há dias alguém se lembrou

E me veio daar razão

Fazer bem receber mal

A todos nós deve custar

Confiando num amigo

E com ingratidão nos paga

 

É neste país que vivemos

e teremos de continuar

Para uns viverem alegres

Outros viverem a chorar

 

É ver os milhares de idosos

Que vivem na solidão

Tantos jovens sem emprego

Tantas crianças sem pão

Os culpados de tudo isto

Passam a vida a sorrir

Levam a vida a fazer promessas

Quando as não podem cumprir

 

O povo já não acredita

Já não pode escolher mais

Em quem se deve acreditar

No fundo são todos iguais

Autoria de Jaime Afonso

Voltar ao passado

 

Já passaram dois meses

Que deixei de o fazer

Para respeitar os que me pediram

vou voltar a escrever

 

Houve alguém que me disse

Que eu considero como amigo

Que o Ecos sem poesia

Quase não fazia sentido

 

Seria apenas um desabafo

Talvez me quisesse elogiar

Gostava da minha poesia

Por na mesma eu desabafar

Quando se houve falar em crise

Não podemos ficar calados

Tanto se fala da mesma

E todos os Hotéis estiveram esgotados

 

Será que a crise só chega

Aos que tem pequenos salários

E aos milhares de idosos

Que já estão reformados.

 

Por tudo quanto se vê

Tem razão alguém que diz,

Se isto assim continua

Onde vai parar o nosso país?

Autoria de Jaime Afonso

GAC

 

Estas quadras que vou fazer

Directas ao GAC vão,

As três letas querem dizer

Gabinete de Apoio ao Cidadão

 

Se tiveres algum assunto

Que te traga preocupado,

Dirige-te a este Gabinete

Sairás de lá bem informado.

 

Eu assim o tenho feito

E continuo a fazer,

Entrego lá o meus poemas

Para que toda a gente os possa ler.

 

Este Gabinete tem função

de nos facilitar a vida,

Resolve-nos muitos problemas

Sem termos de nos deslocar à Vila.

Passam por lá os jovens

Mostrando o seu valor,

Pois têm a liberdade de aprender

A mexer no computador.

 

Tem consultas de Internet,

Ligação ao Espigueiro,

Tem lá boas Informações

Sem se falar em dinheiro.

 

Falando no SCETAD

Muito havia que dizer,

Dirige-te ao Gabinete

Lá te vão esclarecer.

 

As pessoas que lá trabalham

Prestam toda a atenção

Foram muito bem escolhidas

Para os Gabinetes do Cidadão.

Autoria de Jaime Afonso

O pastor

 

A vida de um pastor

E difícil de levar

Mesmo com chuva ou neve

Seu rebanho tem que guardar.

 

Passa parte dos seus dias

Encostado ao cajado

Cheio de preocupação

Para não ter mal o seu gado.

 

Há pastores inteligentes

Que nunca foram à escola

Têm a universidade da vida

Que vale mais do que os estudos de agora.

Há quem critique os pastores

Por eles não serem estudados

Se fôssemos todos doutores

Que seria dos nossos gados?

 

Há pastores no nosso país

Que mereciam ser doutores

E temos alguns estudados

Que deveriam ser pastores.

 

Vamos respeitar os pastores

E melhores condições lhes dar

Para quando formos ao restaurante

Um bom cabrito saborear.

Autoria de Jaime Afonso

Ter mais cuidado

 

Nós aqui em Trás-os-Montes

Tínhamos uma tradição.

Quando alguém batia á porta

Pode entrar e porque não.

 

Vamos ter mais cuidado

A tradição tem de acabar.

Quando alguém bate é porta

Não se deve mandar entrar.

 

Quando voltar a acontecer

E se for desconhecido,

Agora estou limpando a arma

Depois vou falar consigo.

Se estiver só a esposa

E de alguém desconfiar,

Meu marido foi á caça

E deve estar a chegar.

 

Por tudo que se tem visto

Tudo nos leva a pensar.

Será culpa do desemprego

Ou de quem não quer trabalhar.

 

Vou pedir aos idosos

Que prestem mais atenção.

Todos os dias são avisados

Pela rádio e televisão.

Autoria de Jaime Afonso

A mentira

 

Há quem use a mentira

Para alguém prejudicar

Outros servem-se da mesma

Para ao poder chegar

 

Ainda me recordo bem

Dos serões do Inverno

A minha mãe dizia

Se mentires

Vais para o inferno

 

Os anos foram passando

Ainda não consegui esquecer

O inferno hoje tem de ser grande

Para tanto político lá caber

Vai ser no mês de Maio

Que muitas mentiras se vão ouvir

E também muitas promessas

E as que ficaram por cumprir?

 

Aqueles que mais falam da crise

Até se julgam bem formados

Todos nós lhe devemos dizer

Que da mesma eles foram culpados

 

Não tenho culpa de ser quem sou

Mas estou sempre à vontade

Quando vejo injustiças

Tenho de dizer a verdade

Autoria de Jaime Afonso

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